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Jovens estão comprando mais imóveis, para morar e investir
Por: Infomoney
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Os jovens estão comprando cada vez mais imóveis, tanto para morar quanto
para investir. De acordo com levantamento da Habitcasa efetuado entre
janeiro e março deste ano, 43% dos compradores de imóveis residiam com
os pais ou familiares antes de adquirir o bem.
Segundo a pesquisa, este público, que está na intersecção entre duas
gerações - os mais antigos da Geração Y e os mais novos da X, entre 27 e
36 anos – está conseguindo adquirir o primeiro imóvel mais cedo, por
conta do maior acesso ao crédito.
“Percebemos que, nos anos anteriores, o cliente saía de casa por motivos
de casamento, mas agora, com a possibilidade de financiamento, muitos
já estão antecipando a saída da casa dos pais”, afirma o diretor da
Habitcasa, Maurílio Scachetti.
Além das facilidades de financiamento, o diretor administrativo da
Imoplan, Rodrigo Cardozo de Carvalho, aponta outro fator para este
aumento das vendas entre as pessoas mais jovens: o aquecimento do
mercado imobiliário.
Segundo ele, antigamente, as pessoas costumavam comprar um imóvel para a
vida toda, pensando no crescimento da família. “Ou seja, procuravam por
um imóvel maior e mais caro”, diz. “Já no cenário atual, percebemos que
os jovens estão mais confortáveis em comprar um imóvel de acordo com
suas condições e necessidades atuais. Se houver necessidade, a venda
deste imóvel e a compra de outro não será um problema”, completa
Carvalho.
Segmento econômico
Os jovens costumam comprar mais imóveis do segmento econômico, com valor
de até R$ 250 mil. De acordo com dados da Habitcasa, a idade média dos
compradores de imóveis deste segmento econômico é de 29 anos, com renda
média familiar de R$ 5,2 mil.
Ainda segundo o levantamento, efetuado no ano passado, a maioria dos
compradores (76%) de imóveis deste segmento tinha objetivo de morar,
enquanto 20% estavam comprando o bem com a finalidade de investir.
“A maioria das transações continua sendo referente à compra do primeiro
imóvel”, afirma Carvalho. “Porém, com a grande quantidade de
lançamentos, a facilidade para pagamento até a entrega da obra e
constante valorização dos imóveis, a quantidade de jovens investidores
aumentou significativamente. O retorno é alto e garantido”, continua o
diretor da Imoplan.
Mercado imobiliário
De fato, o retorno não tem sido um problema para os compradores de
imóveis nos últimos anos. De acordo com o Índice Fipezap, produzido em
parceria entre a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e Zap
Imóveis, os imóveis ficaram 87,9% mais caros na cidade São Paulo nos
últimos 3 anos. Os aluguéis, por sua vez, aumentaram 36,4% no mesmo
período.
Só este ano, o imóveis tiveram valorização de 16,6% na capital paulista,
enquanto no País a valorização foi de 17%. Entretanto, para Carvalho,
mesmo com uma alta tão acentuada, ainda há espaço para mais valorização,
ainda que menos expressiva.
“O País está em fase de crescimento e os preços continuarão subindo, mas
acredito que o ritmo diminuirá nos próximos anos”, acredita.
Fonte: InfoMoney
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